Depois dos 12 dias de greve dos policiais militares e de tudo que ela pode expressar sobre como a sociedade se organiza, alguns elementos chamam a atenção para uma análise mais específica.
A forma como o movimento foi construído, por fora da estrutura sindical, ao mesmo tempo em que possibilitou certo grau de radicalização, também expressou os limites de uma luta corporativa imposta tanto pelas Associações que o dirigiram quanto pela característica própria da corporação, marcada pelas hierarquia e disciplina militares.
Esses limites, contudo, não ofuscam todo o potencial que uma greve como essa traz para a nossa conjuntura. Considerando as contradições centrais advindas da divisão social do trabalho e que são postas em movimento na medida em que os agentes da repressão de classe são recrutados dentre aqueles que não possuem meios de produção, podemos perceber, como uma síntese desse processo, todo o combate exercido pelo Estado no sentido de descaracterizar e desqualificar a mobilização promovida por aqueles que, sem ironia, são um dos principais executores da repressão imposta aos demais trabalhadores. Ver http://revistagerminal.com/2012/02/13/ha-algo-de-novo-no-front/


