
Há um século e meio, quando Marx escreveu O Capital, a livre concorrência era, para a maior parte dos economistas, uma “lei natural”, mas o teórico alemão demonstrou que a livre concorrência gera a concentração da produção, que por sua vez, num certo grau do seu desenvolvimento, conduz ao monopólio. Em meados do século XX o monopólio já era um fato. Lenine, em seu livreto “Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo”, de 1916, pode fixar com bastante exatidão o momento em que o novo capitalismo veio substituir definitivamente o velho: fim do século XIX e crise de 1900 a 1903, quando os cartéis passaram a ser uma das bases de toda a vida econômica. Foi aí que capitalismo transformou-se em imperialismo e trouxe toda uma série de inovações conjunturais, como a formação de uma casta de rentiers, uma elite financeira ligada ao governo e a “partilha do mundo” entre conglomerados econômicos, hoje chamados de corporações. Leia o resto deste post »



