Há muitas evidências de que o mundo está mudando numa velocidade jamais vista pela humanidade nos últimos 40 anos. Hoje o epicentro da crise não é mais um país da “periferia do mundo”, mas sim a maior potência do planeta, os Estados Unidos da América, levando consigo os demais membros do chamado G-7; em outras palavras, o coração do sistema capitalista está afetado pelos males criados por eles mesmos. O restante do planeta com as suas economias dependentes ou pelas importações ou pelas exportações para esse grupo, já está contabilizando os seus prejuízos. Leia o resto deste post »
Arquivo da categoria ‘Revista Germinal’
A crise, o desemprego, o protecionismo e a xenofobia: como enfrentar o ataque global à classe trabalhadora?
Em Revista Germinal, setembro 25, 2011 às 12:28 amO imperialismo no século XXI: A crise americana como epicentro da crise mundial
Em Revista Germinal, setembro 22, 2011 às 1:14 pmNo seu famoso “1984” George Orwell já apontava que, para apreender a natureza da guerra, um dos primeiros aspectos a serem compreendidos é que ela não pode ser decisiva1. Ela deve durar, durar e não acabar nunca. Uma guerra assim, sem fim e sem vitória é necessária ao capitalismo em crise. Uma guerra que, como as outras, devore os excedentes de mercadorias que o restrito mercado mundial já não absorve pelas vias genuinamente econômicas, uma guerra que provoque destruição e matança e que reclame reconstrução e reordenamento político, para gáudio dos conglomerados capitalistas e da política imperial. Mas a guerra do século XXI deve dar cabo não apenas do excedente de mercadorias, mas do excedente de vidas humanas, que o capitalismo já não consegue empregar e que se constitui em peça supérflua, onerosa e perigosa. Falamos, claro, da lógica da produção e do mercado, da classe capitalista e dos seus respectivos Estados. Leia o resto deste post »
Há uma recuperação na economia mundial?
Em Revista Germinal, março 12, 2011 às 6:33 am
Recuperação, este é o nome do jogo! Os “rebentos verdes” germinam a economia mundial, é a idéia festejada por políticos e ideólogos ao redor do mundo. É uma expressão comemorativa e também uma simbologia que busca anunciar que “o pior já passou”, e os ventos da recuperação já sopram sem cessar. Mas até que ponto a festejada recuperação da economia não passa de tagarelice propalada aos quatro cantos para tentar disseminar a idéia de que a atividade econômica está entrando nos eixos da produção a pleno vapor, ou está a caminho disso, ao tempo em que alimentam a roda tresloucada da financeirização e das bolsas de valores em tempos de glória Leia o resto deste post »
Por que a burguesia mundial não acaba de vez com a crise atual?
Em Revista Germinal, março 12, 2011 às 6:14 am
Capitalista não gosta de crise; capitalista que se preza tem horror à crise; capitalista de verdade sonha com um desenvolvimento “sustentável” no qual a acumulação da riqueza não sofra nenhuma interrupção; capitalista para valer sonha com um sistema no qual a sua classe poderia dispor da energia vital de seus empregados num crescendo sem nenhum problema e sem qualquer interrupção; o mundo dos sonhos de um bom capitalista seria aquele no qual ele pudesse acumular sem qualquer solução de continuidade e aborrecimento. Leia o resto deste post »
As ambiguidades da Revolução Russa: Lênin e a Revolução
Em Revista Germinal, março 12, 2011 às 5:33 am
“O que de pior pode acontecer a um chefe de partido radical é ver-se obrigado a tomar o poder num momento em que o movimento não está ainda maduro para o domínio da classe que ele representa e para por em prática as medidas que o domínio de tal classe exige. Neste caso o que ele pode fazer não depende de sua vontade, senão do grau alcançado pelos conflitos entre as classes particulares e o grau de desenvolvimento das condições materiais de existência e das relações de produção e troca… O que ele deve fazer, o que seu partido exige dele… se acha vinculado às doutrinas que ele tem professado e às reivindicações que até aquele momento avançaram… Leia o resto deste post »
Abadá: O fascio do carnaval baiano
Em Revista Germinal, março 12, 2011 às 3:49 am
Toda produção humana obedece às leis gerais das sociedades na sua evolução. O Carnaval não foge à essa regra. No caso específico do Carnaval baiano, essas leis se manifestaram desde os seus primórdios como reflexo de uma estrutura de sociedade de classes. Assim é que no chamado “Carnaval autêntico”, quando os trios elétricos ainda não existiam e as pessoas livremente brincavam, afirmando suas individualidades, já se observava essa estratificação social. De origem, a festa é uma transposição do entrudo português para o Brasil, nos meados do século XVII, cujo registro já aparece nestes versos do poeta maldito Gregório de Matos, o chamado “Boca do Inferno”: “Filhós, fatias, sonhos, mal-assados, /Galinhas, porco, vaca e mais carneiro, /Os perus em poder do pasteleiro /Esguichar, deitar pulhas, laranjadas. Esfarinhar, por rabos, dar risadas, /Gastar, para comer, muito dinheiro. /Não ter mãos a medir o travesseiro (…) Querer em um só dia comer tudo. Não perder arroz nem cuscus quente /Despejar pratos e alimpar tigela /Estas as festas são do Santo Entrudo.” Leia o resto deste post »
A politizada arte do cinema
Em Revista Germinal, março 12, 2011 às 3:11 am“Os filmes são as janelas para o mundo. Eles nos permitem desvendar outras mentes – não simplesmente pela identificação com os personagens, embora isto seja uma parte muito importante, mas por nos oferecerem a oportunidade de ver o mundo como outras pessoas o veem.” (Roger Ebert, A magia do Cinema.). O Cinema é, entre todas as artes, aquela que tem o maior poder de empatia, e bons filmes farão de nós seres melhores. Sétima Arte é assim chamado o Cinema. As outras seis são: Arquitetura, Escultura, Gravura, Pintura, Música e Coreografia (também chamada Artes Cênicas, onde se situam a Dança e o Teatro, Marionete, Mímica, etc. As Belas Letras são quatro: Literatura, Poesia, Gramática e Eloquência). O Cinema situa-se entre as artes do movimento que se projetam no tempo e no espaço e é definida pelo padre Guido Logger como a “arte que visa a criar a beleza por meio de imagens luminosas em movimento”; e esse mesmo autor, no seu livro Elementos de Cinestética, pergunta e ao mesmo tempo responde: Quê moveu os primeiros cineastas, e mais tarde a vanguarda, a submeter, instintiva e deliberadamente, o Cinema às leis da sua própria natureza? Leia o resto deste post »
Religião: O custo da alienação
Em Revista Germinal, março 11, 2011 às 4:49 pmEm plena era da clonagem, do conhecimento genético do DNA, dos transplantes de órgãos, do desenvolvimento da robótica, das viagens aeroespaciais, centenas de milhares buscam a “salvação eterna” como saída preferencial para a explicação da existência humana, corporificada em um ser superior, situado nas calendas do além e nos caminhos percorridos pela alma desconectada do corpo físico. Essa perspectiva da eternidade da alma humana não deixa de ser uma posição por demais egocêntrica de se achar que os seres em toda a sua particularidade são devidamente insubstituíveis e que têm, portanto, que viver eternamente, nem que para isso tenha que se criar uma vida após a morte. Só o mundo em toda a sua plenitude universal pode ser considerado eterno, mesmo assim dentro de uma temporalidade medida pela infinitude do espaço. Nesse sentido, o mundo existiu desde sempre e existirá para sempre, mesmo em processos de mudanças e autodestruição até.