Oposição Operária

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TODO APOIO À GREVE DOS(AS) PROFESSORES(AS)

Em Uncategorized, maio 10, 2012 às 9:14 pm


A atual greve dos professores da educação básica do Estado da Bahia tem sido pródiga em evidências quanto ao papel que cumprem aqueles que estão à testa do Estado. Mesmo tendo assinado um acordo que garantia a extensão do reajuste determinado por lei ao piso nacional da categoria a todos os demais professores por meio da recomposição salarial no plano de carreira, o governo do petista Jacques Wagner, de maneira cínica e arbitrária, nega-se a cumprir o acordado e tenta veicular uma imagem de responsável e parcimonioso ao descaracterizar a aplicação do índice determinado pela legislação específica.
Essa não é, todavia, a primeira demonstração de que os que hoje pedem os nossos votos a pretexto de defender os interesses dos trabalhadores, em outro momento comportam-se como verdadeiros gestores dos interesses do capital, passando por cima das bandeiras de luta daqueles que antes diziam representar. Dessa vez, além do incontornável apoio ao arranjo governamental para burlar o acordo assinado, alguns, pensando nas eleições futuras, tentaram ludibriar a categoria abstendo-se de uma votação e deixando os oportunistas de plantão sozinhos na denúncia da manobra do governo. Leia o resto deste post »

A Greve dos Policiais Militares na Bahia: uma breve avaliação

Em Uncategorized, fevereiro 15, 2012 às 10:03 pm

 

Depois dos 12 dias de greve dos policiais militares e de tudo que ela pode expressar sobre como a sociedade se organiza, alguns elementos chamam a atenção para uma análise mais específica.

A forma como o movimento foi construído, por fora da estrutura sindical, ao mesmo tempo em que possibilitou certo grau de radicalização, também expressou os limites de uma luta corporativa imposta tanto pelas Associações que o dirigiram quanto pela característica própria da corporação, marcada pelas hierarquia e disciplina militares.

Esses limites, contudo, não ofuscam todo o potencial que uma greve como essa traz para a nossa conjuntura. Considerando as contradições centrais advindas da divisão social do trabalho e que são postas em movimento na medida em que os agentes da repressão de classe são recrutados dentre aqueles que não possuem meios de produção, podemos perceber, como uma síntese desse processo, todo o combate exercido pelo Estado no sentido de descaracterizar e desqualificar a mobilização promovida por aqueles que, sem ironia, são um dos principais executores da repressão imposta aos demais trabalhadores. Ver http://revistagerminal.com/2012/02/13/ha-algo-de-novo-no-front/

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Há algo de novo no front???

Em Uncategorized, fevereiro 13, 2012 às 3:31 pm

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Existem determinados momentos na história nos quais ações e movimentos específicos de determinados sujeitos reais e concretos conseguem carrear uma grande quantidade de contradições internas de maneira a expor elementos de uma composição social que, no cotidiano, passam muito distante da possibilidade de compreensão da maioria dos indivíduos.

No geral, esses momentos são percebidos como explosões do real, como a constituição de situações-limites nas quais aquilo que permanecia contido em determinados espaços institucionais, aplacado por componentes ideológicos e suportados em função da própria lógica do ordenamento da sociedade ganha os contornos de um paradoxo irreconciliável. Quando esses momentos são levados ao paroxismo, promovendo fissuras na estrutura de poder e fazendo emergir novos projetos de sociabilidade, podemos estar diante da caracterização leninista do que seria uma situação revolucionária. Talvez tenhamos sinais de processos históricos com essas características no que ocorre hoje no Egito, talvez na Síria, na Grécia, Espanha e em diversos outros rincões do planeta… Talvez.

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