Oposição Operária

Posts com Tag ‘CONJUNTURA’

A GREVE DOS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL NA BAHIA CONTINUA!!!

Em Boletim Germinal, julho 7, 2012 às 12:01 am

Tendo completado mais de dois meses de greve, os professores da rede estadual de ensino da Bahia continuam sofrendo com o autoritarismo do governo que utiliza todo tipo de artifícios para tentar conter o movimento. Indignados com a falta de negociação e com seus vencimentos cortados os professores têm demonstrado grande capacidade de luta e respondem com as mais variadas formas de resistência a essas arbitrariedades. Surpreende a disposição da categoria principalmente se considerarmos que o esforço das lideranças sindicais sempre foi no sentido da desmobilização e dos conchavos. A despeito disso, o que se tem visto é muita disposição para desmascarar aqueles que chegaram ao poder se colocando como os legítimos representantes dos trabalhadores e hoje, para garantir as benesses e os privilégios conquistados, tripudiam, mentem de maneira desavergonhada e buscam todos os artifícios para desarticular e enfraquecer o movimento. Leia o resto deste post »

TODO APOIO À GREVE DOS(AS) PROFESSORES(AS)

Em Uncategorized, maio 10, 2012 às 9:14 pm


A atual greve dos professores da educação básica do Estado da Bahia tem sido pródiga em evidências quanto ao papel que cumprem aqueles que estão à testa do Estado. Mesmo tendo assinado um acordo que garantia a extensão do reajuste determinado por lei ao piso nacional da categoria a todos os demais professores por meio da recomposição salarial no plano de carreira, o governo do petista Jacques Wagner, de maneira cínica e arbitrária, nega-se a cumprir o acordado e tenta veicular uma imagem de responsável e parcimonioso ao descaracterizar a aplicação do índice determinado pela legislação específica.

Essa não é, todavia, a primeira demonstração de que os que hoje pedem os nossos votos a pretexto de defender os interesses dos trabalhadores, em outro momento comportam-se como verdadeiros gestores dos interesses do capital, passando por cima das bandeiras de luta daqueles que antes diziam representar. Dessa vez, além do incontornável apoio ao arranjo governamental para burlar o acordo assinado, alguns, pensando nas eleições futuras, tentaram ludibriar a categoria abstendo-se de uma votação e deixando os oportunistas de plantão sozinhos na denúncia da manobra do governo. Leia o resto deste post »

A Greve dos Policiais Militares na Bahia: uma breve avaliação

Em Uncategorized, fevereiro 15, 2012 às 10:03 pm

 

Depois dos 12 dias de greve dos policiais militares e de tudo que ela pode expressar sobre como a sociedade se organiza, alguns elementos chamam a atenção para uma análise mais específica.

A forma como o movimento foi construído, por fora da estrutura sindical, ao mesmo tempo em que possibilitou certo grau de radicalização, também expressou os limites de uma luta corporativa imposta tanto pelas Associações que o dirigiram quanto pela característica própria da corporação, marcada pelas hierarquia e disciplina militares.

Esses limites, contudo, não ofuscam todo o potencial que uma greve como essa traz para a nossa conjuntura. Considerando as contradições centrais advindas da divisão social do trabalho e que são postas em movimento na medida em que os agentes da repressão de classe são recrutados dentre aqueles que não possuem meios de produção, podemos perceber, como uma síntese desse processo, todo o combate exercido pelo Estado no sentido de descaracterizar e desqualificar a mobilização promovida por aqueles que, sem ironia, são um dos principais executores da repressão imposta aos demais trabalhadores.

Ver  http://revistagerminal.com/2012/02/13/ha-algo-de-novo-no-front/

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Há algo de novo no front???

Em Uncategorized, fevereiro 13, 2012 às 3:31 pm

Imagem

Existem determinados momentos na história nos quais ações e movimentos específicos de determinados sujeitos reais e concretos conseguem carrear uma grande quantidade de contradições internas de maneira a expor elementos de uma composição social que, no cotidiano, passam muito distante da possibilidade de compreensão da maioria dos indivíduos.

No geral, esses momentos são percebidos como explosões do real, como a constituição de situações-limites nas quais aquilo que permanecia contido em determinados espaços institucionais, aplacado por componentes ideológicos e suportados em função da própria lógica do ordenamento da sociedade ganha os contornos de um paradoxo irreconciliável. Quando esses momentos são levados ao paroxismo, promovendo fissuras na estrutura de poder e fazendo emergir novos projetos de sociabilidade, podemos estar diante da caracterização leninista do que seria uma situação revolucionária. Talvez tenhamos sinais de processos históricos com essas características no que ocorre hoje no Egito, talvez na Síria, na Grécia, Espanha e em diversos outros rincões do planeta… Talvez.

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Vagabundo-Homem

Em Espaço Cultural, fevereiro 6, 2012 às 12:43 am

 

Entre o paralelepípedo
E o asfalto seco
Há sarjeta onde repousa
Homem de pele parda

Veste-se de paletó azul
Mantém uma das mãos
Enfaixadas em tecido
Indefinido pelas cores de suor pegajoso

Encolhe-se na posição fetal
Pés descalços
Restos de lama
Comida ardida ao rosto

Dorme, dorme profundamente
Esta criatura embriagada
Em poucas doses de teor alcoólico
Ou num Crack firme de dependência pensada Leia o resto deste post »

Nós somos o Pinheirinho: Todo apoio e solidariedade aos moradores do Pinheirinho

Em Boletim Germinal, janeiro 24, 2012 às 11:07 am

 

Na manhã deste domingo, 23 de janeiro de 2012, numa comunidade do interior de São Paulo, as forças policiais mostraram mais uma vez como funciona uma sociedade de classes. É claro que é possível identificar o que isso representa no cotidiano de quem precisa do serviço público de saúde, da escola pública estadual ou municipal, ou mesmo do transporte público em qualquer cidade do país. Todavia, em situações como essa, vivida nessa manhã de domingo pelos moradores do Pinheirinho, a postura ativa do Estado exibe claramente o que é e qual o verdadeiro sentido daquilo que alguns chamam de “Estado Democrático de Direito”. Leia o resto deste post »

O núcleo duro do capital

Em Jornal Germinal, janeiro 7, 2012 às 6:50 pm

Há um século e meio, quando Marx escreveu O Capital, a livre concorrência era, para a maior parte dos economistas, uma “lei natural”, mas o teórico alemão demonstrou que a livre concorrência gera a concentração da produção, que por sua vez, num certo grau do seu desenvolvimento, conduz ao monopólio. Em meados do século XX o monopólio já era um fato. Lenine, em seu livreto “Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo”, de 1916, pode fixar com bastante exatidão o momento em que o novo capitalismo veio substituir definitivamente o velho: fim do século XIX e crise de 1900 a 1903, quando os cartéis passaram a ser uma das bases de toda a vida econômica. Foi aí que capitalismo transformou-se em imperialismo e trouxe toda uma série de inovações conjunturais, como a formação de uma casta de rentiers, uma elite financeira ligada ao governo e a “partilha do mundo” entre conglomerados econômicos, hoje chamados de corporações. Leia o resto deste post »

MUDANÇA NA MILITÂNCIA: Movimentos de massa no mundo, a internet e o perfil da nova militância.

Em Boletim Germinal, dezembro 20, 2011 às 11:09 pm

A retomada das lutas proletárias e de cunho social mais amplo nestas primeiras décadas do século XXI, por conta antes e acima de tudo, do aprofundamento da crise sistêmica e estrutural do capital, já na sua fase de exaustão e das suas correlatas implicações de ordem política, que se manifestam muitas vezes na superfície dos fenômenos sociais, mas que, acabam por mergulhar nas profundezas das caudalosas águas do leito da ebulição das manifestações insurrecionais e revolucionárias, trazem novas implicações para o desenvolvimento da luta de classes. Muito embora estes movimentos não tenham desaguado para um ambiente por demais característico e próximo de um projeto socialista, que se opõe em formas de organização, respaldada em uma ampla rede de círculos, comissões e conselhos de trabalhadores ou de um Pré-Estado, típico de existência em situações revolucionárias abertas ou situações pré-revolucionárias, a hora é de retomada da luta de classes em outro patamar. Leia o resto deste post »

Alguns elementos para pensar o movimento da USP

Em Boletim Germinal, novembro 13, 2011 às 12:19 pm

Ao acompanhar as muitas manifestações divulgadas pelos veículos de comunicação a respeito das mobilizações mais recentes promovidas pelos estudantes da USP, impossível não passar os olhos por sobre os comentários que são realizados nas páginas virtuais por diversos leitores internautas e perceber que para além dos elementos que mais chamam a atenção de todos tais como: a oportunidade ou não de fumar maconha no campus; a presença ou não da polícia dentro da universidade; o voluntarismo de parcela dos estudantes que, a revelia da assembléia, resolveu ocupar a reitoria; a integração da USP à sociedade paulistana (e brasileira por extensão); e a gestão autoritária do reitor (Rodas) que quer passar por cima todos, parece-nos bastante oportuno destacar um elemento que se mostrou recorrente na esmagadora maioria das “manifestações populares” feitas pela internet e também exibidas pela tv: “a USP é vista como um ‘antro’ (sic) de mauricinhos que não têm a menor idéia do que seja ralar muito para conseguir segurar os trancos da vida”. Leia o resto deste post »

A onda árabe: O que aprender dessas experiências?

Em Jornal Germinal, setembro 25, 2011 às 1:14 am

“O ontem é a memória de hoje, e o amanhã o sonho que temos agora.” (Khalil Gibran – escritor árabe, nascido no Líbano). Desde dezembro do ano passado, a imprensa internacional tem noticiado as insurreições que têm acontecido no chamado “Mundo Árabe”. Essas convulsões sociais tomaram corpo e derrubaram ditadores na Tunísia e no Egito e se propagaram com uma rapidez impensada no norte da África, na península arábica e no Oriente Médio. Os países envolvidos nesses conflitos estão localizados em pontos estratégicos para o sistema do capital, pois ocorrem em regiões produtoras de petróleo, uma das principais fontes de energia para movimentar a economia do planeta; além disso, alguns desses países, como é o caso do Egito, se constituem em pontos de conexão entre continentes, pois lá está localizado o Canal de Suez, entre o continente africano e o asiático, ligando o Mediterrâneo ao Mar Vermelho, principal passagem de navios petroleiros que abastecem países da banda ocidental. Leia o resto deste post »

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