Todo Apoio à Greve dos(as) Professores(as)


A atual greve dos professores da educação básica do Estado da Bahia tem sido pródiga em evidências quanto ao papel que cumprem aqueles que estão à testa do Estado. Mesmo tendo assinado um acordo que garantia a extensão do reajuste determinado por lei ao piso nacional da categoria a todos os demais professores por meio da recomposição salarial no plano de carreira, o governo do petista Jacques Wagner, de maneira cínica e arbitrária, nega-se a cumprir o acordado e tenta veicular uma imagem de responsável e parcimonioso ao descaracterizar a aplicação do índice determinado pela legislação específica.

Essa não é, todavia, a primeira demonstração de que os que hoje pedem os nossos votos a pretexto de defender os interesses dos trabalhadores, em outro momento comportam-se como verdadeiros gestores dos interesses do capital, passando por cima das bandeiras de luta daqueles que antes diziam representar. Dessa vez, além do incontornável apoio ao arranjo governamental para burlar o acordo assinado, alguns, pensando nas eleições futuras, tentaram ludibriar a categoria abstendo-se de uma votação e deixando os oportunistas de plantão sozinhos na denúncia da manobra do governo.
Nada melhor do que a própria experiência para evidenciar a quem serve esses senhores. O mesmo vale para os sindicalistas de plantão e seus adversários nas disputas sindicais. Basta mudarem de posição para que os seus posicionamentos se alterem ao sabor das circunstâncias e de acordo com as benesses percebidas.

O papel da repressão

É também digna de nota a forma como o governo do “partido dos trabalhadores” tem aperfeiçoado os mecanismos de repressão aos movimentos dos seus supostos “representados”. Não bastassem as ameaças explícitas e veladas de retaliação veiculadas pelos órgãos de imprensa, o governo tenta ainda criminalizar a reação legítima dos(as) professores(as) ao descalabro em que se encontra a educação pública.
É interessante ainda perceber como o governo busca a justiça para legitimar o seu descumprimento do preceito legal bem como a burla do acordo assinado, o que só, mais uma vez, evidencia a quem serve as instâncias do Estado.
Nessa mesma linha, o governo “de todos nós” não hesitou em cortar os salários dos grevistas e até em suspender a prestação do serviço de assistência médica a que têm direito os(as) trabalhadores(as) em educação.

A Luta Conjunta dos Trabalhadores

Para além de uma clara demonstração de quem são os nossos inimigos, essa greve evidencia ainda que só com uma atuação conjunta, autônoma, firme e decidida dos trabalhadores poderemos fazer valer aquilo que nos diz respeito. Não podemos confiar o nosso destino nas mãos de interesseiros oportunistas nem de carreiristas viciados.
Nós da Oposição Operária, além de manifestar nosso apoio integral à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em educação, gostaríamos de conclamar o conjunto da categoria a buscar formas diferenciadas de organização e de luta que sejam capazes de suplantar os limites estreitos de uma intervenção corporativista e que potencializem a atuação do conjunto da classe trabalhadora em torno de um projeto verdadeiro de emancipação frente aos patrões, o Estado e seus governos.

PELO CUMPRIMENTO IMEDIATO DO ACORDO – 22,2% JÁ!
PELO PAGAMENTO IMEDIATO DOS SALÁRIOS CORTADOS!
NENHUMA PUNIÇÃO AOS GREVISTAS!

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