A FIFA DECRETA ESTADO DE SITIO NO BRASIL

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Tropas nas ruas; exército, marinha e aeronáutica fazem manobras de guerras; guarda nacional de prontidão; policiais federais investigam; agentes municipais, estaduais e federais interditam ruas e avenidas; prefeitos, governadores e presidente da república reverenciam e obedecem a sua majestade FIFA.

Tem que haver o cerco aos inimigos nas “praças de guerra”. Assim determinam os chefes de Estado para atender ao “padrão FIFA”. Os inimigos são os jovens que protestam; os sem emprego; os sem teto; os sem terras; e os inconformados com o exorbitante gasto público nas construções dos estádios, contrastando com a falta de hospitais, escolas, moradias e a precária condição de vida do proletariado.

Os inimigos, armados de voz e coragem, reivindicam moradias e transporte público gratuito. Não aceitam calados a exploração sexual na Copa e realizam campanhas de proteção aos direitos das crianças e adolescentes nas cidades que sediarão o evento; combatem as remoções arbitrárias dos moradores, decorrentes das obras relacionadas à Copa e às Olimpíadas. Em uma das sedes da copa e das Olimpíadas, o Rio de Janeiro, onze mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas devido às obras relacionadas aos grandes eventos esportivos. Outras vinte nove mil ainda correm o risco de remoção.

O que a FIFA impôs ao país está sendo feito rigorosamente. Famílias de comunidades pobres estão sendo retiradas de suas casas à base da truculência dos agentes oficiais do Estado, sem qualquer diálogo. Quando oferecem alguma indenização são migalhas que as impedem de morar até no interior dos Estados, onde os custos de vida são mais baratos, quanto mais nas capitais onde o custo inflacionado de vida castiga os moradores. Assim o Estado leva a cabo a reforma do solo urbano, claramente em favor do grande capital financeiro e imobiliário. Não importa que famílias morem nessas comunidades há 30, 40 ou 50 anos e que tenham os seus empregos na região e filhos estudando em escolas próximas.

Outra coisa que está acontecendo, própria dos sistemas fascistas, é a ocultação da camada mais pobre da população, deslocando-a cada vez mais para longe dos locais onde os turistas frequentarão. Por conta disso os idosos estão ficando doentes, apenas em pensar que o lugar onde nasceram e criaram seus filhos terá que ser esquecido por conta de um projeto da FIFA, que vai beneficiar uns poucos de uma classe que já é privilegiada em todos os sentidos. O produto que foi vendido a população é falsificado. Dizia-se que a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas trariam benefícios de infraestrutura para toda população, como rodovias de qualidade, transportes públicos eficientes, empregos, que não se utilizaria nenhum dinheiro público na construção dos estádios e que os investimentos seriam das empresas privadas. Que as desapropriações que fossem necessárias seriam à base de negociações e respeito aos direitos dos moradores.

Não há nada de anormal. O estado de sítio tem que ser decretado para que a ordem seja estabelecida. Estranho seria se o Governo e seu aparato repressor agissem de forma diferente. Afinal de contas o status quo tem que ser mantido. Os investimento e superfaturamentos à custa do dinheiro público para beneficiar grandes empresários do ramo da construção civil, do setor financeiro, das empresas de comunicação audiovisuais, da indústria do turismo, inclusive do turismo sexual e o “caixa-dois” dos Partidos Políticos, devido às condescendências dos políticos, são os principais elementos no jogo de interesse da classe dominante. Para a outra classe, a que está sitiada, sobra porrada, bomba de gás, balas de borrachas e a pecha de vândalos e baderneiros que precisam ser enquadrados na forma da lei. Para os mais abastados é reservado o conforto das cadeiras e dos camarotes das arenas luxuosas.

O espetáculo já começou! Os talentosos atores protagonistas do espetáculo do futebol, transformados em mercadorias, valorizadas no mercado mundial, transacionadas na maioria das vezes para lavar dinheiro sujo da corrupção, cumprem rigorosamente os rituais impostos pela FIFA. Enquadram-se nos rituais da ordem unida para defender a nação e a pátria. Cantam o hino nacional com a mão do lado esquerdo do peito só faltando fazer a continência ou a saudação nazista, levantando o braço enquanto diz as palavras Heil FIFA. Fora das Arenas o fascismo se revela através das ações furiosas dos órgãos de repressão.

A tão propagada democracia burguesa, que leva milhões de brasileiros a acreditar que elegendo “probos” representantes do povo fará com que os conflitos de classes se extingam e que os trabalhadores terão um lugar no paraíso terrestre, se desnuda nesses momentos de luta. Cai a máscara!

Heil FIFA!

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