Copa FIFA de Futebol

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A burguesia, mais uma vez, prepara um mega evento de entretenimento. Desta feita, este ocorrerá nas arenas montadas dos estádios de futebol da república tupiniquim do Brasil. Para isso, não pouparam recursos contados em cifras de bilhões de reais na moeda corrente. Não só na montagem dos palcos de realização – 12 estádios, agora chamados de Arenas – das competições mas, também, de toda infraestrutura necessária à realização desta gigantesca festa do capital. Esta, por sua vez, acabou por fornecer oxigênio à indústria da construção civil, bem como, às construtoras – especialistas na prática da corrupção e do superfaturamento – mantendo-se, assim, como responsáveis pela realização dos contratos firmados, pela elaboração dos projetos e execução das obras.


A Copa do Mundo da FIFA, que se realiza de quatro em quatro anos, se constitui, antes e acima de tudo, em uma vitrine espelhada para que se possa mostrar e apresentar os maiores “talentos” futebolísticos da atualidade. A Copa funciona ainda como uma grande bolsa de apostas em que se estabelece o valor nominal de cada jogador à luz de milhares de espectadores presentes aos estádios e de uma infinidade de telespectadores no mundo. Isso tudo em um amplo processo de manipulação, bem como de interesses espúrios, próprios do mundo dos esportes em geral e do futebol em particular.

Para que fosse aceito enquanto país sede da realização do evento, o governo brasileiro teve que se submeter a um dos setores do capital que mais lucram no mundo: a FIFA. Mesmo num momento de crise econômica profunda do capitalismo, o futebol – este circo romano moderno – não deixa de faturar alto, haja vista o montante de capital dinheiro que circula nesta ciranda financeira.

A mercadoria principal é aquele que corre atrás de uma bola, no entanto, na ampla maioria dos contratos favorecem-se os clubes, as federações e confederações, deixando para os jogadores a exceção da regra. Porém, ocorre que o capital acaba por escravizar materialmente e espiritualmente o gladiador moderno. Os que vão à Copa, em tese, os “melhores” de cada país classificado, já estão em um estado avançado de deformação e corrupção ideológica burguesa.

Por trás de cada jogador, por trás de cada partida de futebol, estão as marcas das escuderias que vestem, calçam e lançam moda, para o mundo todo – tanto para os esportistas, os torcedores e o público em geral – ativando assim, um mercado produtor de mercadorias de grife altamente rentável e concorrido.

A Copa da FIFA serve, assim, ao capital. Ela deve, desta forma, ser devidamente propagandeada pelos diversos meios de comunicação. Mesmo os que tecem críticas superficiais ao evento, não possuem meios suficientes para ir de encontro à lógica de acumulação do capital. Acabam por se render a um reles nacionalismo, levando-se em conta, ainda, que a “Copa-notícia” não deixa de se configurar enquanto um produto altamente consumido, com seus especialistas e comentaristas esportivos que faturam altas comissões das empresas patrocinadoras.

Para garantir a segurança do evento, várias ações em todos os níveis do governo estão sendo planejadas e executadas. Isso ocorre devido às mobilizações das massas contra este tipo de fanfarras da burguesia, demonstradas durante a Copa das Confederações e que serviram de exemplo ao governo. Isso tende a se repetir, com um adendo: agora estão devidamente preparados e não serão pegos de surpresa. Muito embora toda movimentação de massas sempre carrega atos de imprevisibilidade, criatividade e radicalização capazes de romper com as barreiras colocadas pelas forças de contenção e repressão do Estado.

A segurança da Copa será dirigida diretamente de Brasília, em uma sala de controle com dezenas de monitores que receberão imagens captadas em tempo real nas doze capitais que vão sediar um dos maiores torneios esportivos do mundo. A segurança envolverá cerca de 100.000 homens, entre policiais, agentes federais e militares das Forças Armadas. Para se ter uma ideia do que isso significa, na guerra do Iraque, por exemplo, os EUA mobilizaram 140.000 homens. Ou seja, o que está sendo preparado para a Copa é uma verdadeira operação de guerra e o que se espera, também, é um desenvolvimento de um combate de classe.

Contará, ainda, com toda uma logística que terá o uso de helicópteros, aviões, viaturas e drones. Isso tudo, este “excesso de zelo”, custará aos cofres do Estado a pechincha de 2 bilhões de reais. Mantém a preparação para o cenário mais adverso e/ou desfavorável possível da luta de classes, bem como, não deixa de ser um ensaio geral da repressão em escala nacional.

Portanto, a burguesia e o seu Estado não estão para brincadeiras. Não se trata de nenhum joguinho de bonecos de vídeo game, muito menos, de uma sala de bate papo do facebook. O que vem pela frente são os desafios a serem superados pelo conjunto da classe operária, em especial, e das massas exploradas como um todo. Estes são os verdadeiros atletas, pelos quais, lutamos e torcemos na pelota mais importante da história.

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